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Ice, o cão-bombeiro de SC, ganha crachá de voluntário em hospital

O cão-bombeiro Ice, de Santa Catarina, agora tem crachá de voluntário do Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.
O labrador, conhecido por participar de resgates e por ter sido treinado para atuar como salva-vidas em praia, faz visitas semanais à unidade “e leva muito carinho aos pacientes”, segundo o 7º Batalhão dos Bombeiros.
O labrador atua como cão-terapeuta no hospital desde outubro passado. Na atividade, ele está sempre acompanhado do sargento Evandro Amorim –que treina o animal desde os dois meses de vida.

ICE
Ice tem sete anos e experiência na busca e resgate por pessoas –ajudou, por exemplo, no socorro às vítimas do rompimento da barragem em Mariana. É considerado um dos melhores cães de busca da América Latina e tem certificações internacionais.
A função de Ice é levar um flutuador a uma vítima, quando o número de pessoas em risco for maior do que o de guarda-vidas na praia. “Em uma situação de três pessoas arrastadas pela água, por exemplo, dois guarda-vidas se deslocam, retiram duas vítimas e uma continua esperando o resgate. Sem suporte, ela pode submergir até o retorno do salvamento. Nesse caso, o cão se deslocaria com os guardas levando o life belt [boia]”, diz o sargento Amorim na ocasião.
Fonte: http://bompracachorro.blogfolha.uol.com.br/2016/11/28/ice-o-cao-bombeiro-em-sc-ganha-cracha-de-voluntario-em-hospital/

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O incrível mundo que seu cão “vê” pelo olfato

Seu cão experimenta um universo inteiro graças ao olfato, percebendo coisas que os seres humanos não conseguem ver.

Como não têm a visão muito aguçada, os cachorros usam o faro para processar informações do ambiente à sua volta, detectando objetos, pessoas e até doenças que um ser humano seria incapaz de perceber.

Para entender essa incrível habilidade, é preciso conhecer melhor sua complexa anatomia. Como possuem vias áreas distintas para respirar e farejar, podem perceber as partículas odoríferas que viajam pelo ar de forma específica e detalhada. É um processo contínuo, já que inalam e exalam o ar aproximadamente cinco vezes por segundo.

Assim, os cães conseguem reconhecer cada detalhe de quem cruzar o seu caminho: o que é, o que faz, onde está e para onde se dirige.
Enquanto um ser humano tem cinco milhões de receptores olfativos, os cães contam com centenas de milhões.

Dizem que, nós, seres humanos, somos os mais inteligentes do reino animal – mas essa afirmação pode ser bastante questionável.

Estudo explica porque cães ficam girando antes de “ir ao banheiro”
Foram estudados mais de 70 cachorros indo no banheiro mais de 7 mil vezes num período de dois anos para entender esse comportamento dos bichinho

Os gatos não ignoram o dono
Pode ser difícil entender os gatos, mas uma pesquisa comprova que eles prestam atenção ao dono.

Esses receptores olfativos enviam as informações a uma região específica do cérebro (também mais desenvolvida que a do ser humano), onde os odores são processados e memorizados.

Quando passeiam pela rua, o nariz dos cães age como uma antena que os conecta com o entorno: eles podem perceber o cheiro de alguém que passa rapidamente pela rua ao lado dentro de um carro; o conteúdo do lixo do vizinho e até cada tipo de árvore, com todos os pássaros e insetos que a habitam.

Por isso, costumam reagir com ansiedade e excitação na hora de sair para passear: são muitos estímulos de uma vez só. É como se você abrisse a porta de sua casa e escutasse a todo volume uma orquestra, uma banda de rock e vários filmes simultaneamente.

Com o nariz, os cães também conseguem identificar um companheiro, um inimigo, o ciclo de ovulação das fêmeas, e até o estado de ânimo e a saúde dos humanos.

Graças ao órgão vomeronasal, localizado no osso vômer, entre o nariz e boca, eles podem farejar e interpretar os hormônios que todos os seres vivos liberam naturalmente.o-incrivel-mundo-que-seu-cao-_ve_-pelo-olfato-2

Por essa razão, muitos cães são treinados para desenvolver a habilidade de detectar certos odores e trabalhar como “policiais” ou “médicos”.
Eles podem encontrar um corpo afogado a vários metros de profundidade no mar, reconhecer células cancerígenas simplesmente farejando o hálito de uma pessoa e até alertar quem sofre de diabetes quando a glicose no sangue atingir níveis perigosos – e ainda buscar a insulina, se for preciso.

A especialista em cognição animal Alexandra Horowitz explica que o melhor amigo do homem também pode viajar no tempo só usando o nariz. Não é magia nem ficção científica: seu olfato evoluído permite sentir o cheiro de pessoas e animais que já morreram e até reconhecer o que estavam fazendo e como se sentiam.

O futuro também está ao seu alcance, já que ao perceber os odores que viajam pela brisa ou pelo vento, conseguem detectar a aproximação de pessoas ou animais muito antes que possamos vê-los. Por isso, compartilhar a vida com um cachorro é uma experiência muito gratificante. Ao prestar atenção a um cão, o ser humano pode ampliar sua percepção e conhecer o mundo sob uma nova perspectiva.

Fonte: http://www.brasil.discovery.uol.com.br

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Professor leva seus cães para a sala e ensina conteúdo e afeto aos alunos

Orion, Vega e Mel não estão na lista de presença nem ganham nota no fim do semestre, mas são vistos com frequência nas aulas do professor Diogo Cesar Gomes da Silva, na UCBD (Universidade Católica Dom Bosco), em Campo Grande. Além de encantar os alunos, os três cães da raça border collie acompanham o dono na universidade por um motivo didático: Silva leciona uma disciplina sobre comportamento e bem-estar animal, e seus mascotes ajudam os alunos a transportarem para a prática o conteúdo ministrado pelo professor.professor-leva-cachorros-para-universidade-1472058667708_300x420

Faz mais de dois anos que Silva entrou em classe pela primeira vez com as companhias inesperadas. “Eu lembro que, quando cheguei com os cães, não avisei aos alunos, me apresentei como professor da disciplina e expliquei que a gente ia estudar juntos. A expressão dos acadêmicos era de surpresa, empolgação e satisfação”, diz o professor, que dá aula nos cursos de medicina veterinária e zootecnia.

A rotina dos pets em sala depende da aula. Se o tema é comunicação entre animais, por exemplo, pelo menos dois deles saem de casa e garantem o conteúdo prático. “Se eu vou falar sobre como o animal constrói mecanismos de aprendizagem, posso levar um deles ou mais de um, caso eu vá dividir a sala em grupos”, explica.

Entre um afago e outro, os cães ensinam não só conteúdo, mas desenvolvem também habilidades emocionais na turma. “Os alunos aprendem comportamentos de afeição, carinho, cuidado. A presença deles deixa o ambiente da sala de aula mais leve, mais estimulante”. Silva garante que o trio contribui até para melhorar a imagem do professor: “Quando eu vou com os cães, os alunos interagem comigo de outras formas, tiram dúvidas, fazem perguntas, estreitamos os laços e saímos da tensão da sala de aula”, afirma.

professor-leva-cachorros-para-universidade-1472058609762_300x420Orion, Vega e Mel têm autorização da universidade para participar das aulas. Outros pets, no entanto, não têm circulação liberada, já que, segundo a instituição, a entrada de animais é permitida “apenas para fins pedagógicos e excepcionais”. Além disso, o trio foi treinado pelo dono e está adaptado ao ambiente universitário. Nos intervalos, inclusive, são disputados pelos alunos que aproveitam para passear e dar água enquanto o dono precisa resolver algo na secretaria do curso.

“Para esse tipo de interação, os cães precisam ter alto grau de socialização, e esses animais receberam treinamento e estimulação adequados desde filhotes para que se adaptassem a pessoas e ambientes diferentes”, diz o docente.

Os cães ainda fazem parte de um projeto de extensão da universidade, o “Cão Terapeuta”, coordenado pelo professor Silva. Nas atividades extra-classe, eles e outros animais visitam pacientes na AACC (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer), na Amas (Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Campo Grande) e na ala pediátrica do Hospital Universitário da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), além de idosos que vivem no Recanto São João Bosco. As atividades são realizadas com o apoio e supervisão das equipes das instituições citadas e com sorrisos das pessoas envolvidas.

Fonte: http://educacao.uol.com.br